Previsão do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mantém o Brasil dentre os maiores produtores de carne do mundo.
O Brasil deve aumentar as vendas externas em carnes bovina, suína e de frango. O previsto pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) é um aumento de 4% na exportação de carne de frango, equivalente a 4,8 milhões de toneladas, 1% na de carne bovina, 2,975 milhões de toneladas e de cerca de 3% na de carne suína, somando 1,335 milhão de toneladas.
A USDA desconsidera as exportações de pés/patas de frango, então o volume previsto para o Brasil deve superar os 5 milhões de toneladas. Será o maior aumento entre as três carnes, fato determinado não só pela competitividade do produto e pela firme demanda do mercado, mas também pelos desafios de produção enfrentados pelos principais concorrentes.
A exportação de produtos Halal para o Oriente Médio, cuja demanda em 2023 deve permanecer firme, é citada nas previsões como um fator benéfico para os embarques. As exportações brasileiras corresponderão a quase 34% dos mais de 14 milhões de toneladas que devem ser exportadas mundialmente em 2023.
“A somatória desses eventos, fará com que o Brasil se beneficie de uma forte demanda global na medida em que, frente à inflação dos alimentos, os consumidores buscam uma proteína animal mais acessível. Mas além disso, o Brasil exporta uma grande variedade de produtos (incluindo frango inteiro e cortes de peito) e, assim, atende a uma ampla gama de mercados”, cita o órgão na publicação.
Carne Bovina
A estimativa é que a carne bovina brasileira corresponda a 25% das exportações mundiais, alcançando volume 2,975 milhões de toneladas superior ao registrado pelos volumes somados dos dois exportadores mais próximos, EUA e Nova Zelândia.
Mesmo com o aumento da oferta doméstica, a China deve permanecer como principal importador do produto, e os concorrentes Argentina e Uruguai devem ter uma oferta mais ajustada, o que tende a limitar o produto exportável.
O USDA estima que os embarques brasileiros para o Oriente Médio e o Sudeste Asiático devem crescer em 2023, visto que o país exporta apenas carne bovina desossada congelada para a China e a preços mais competitivos. Isto, frente à desaceleração econômica, torna seus embarques mais atrativos.
Carne Suína:
A representação, segundo o USDA, o volume previsto é de 1,335 milhão de toneladas, corresponde a quase 13% dos cerca de 10,5 milhões de toneladas apontados. A China seguirá como principal destino do produto, e permanecem como firme os mercados da América do Sul e o Sudeste Asiático, aqui inclusas as Filipinas, onde a peste suína africana continua restringindo a produção.
No total, as exportações mundiais de carnes de 2023 devem aproximar-se dos 37 milhões de toneladas. Se as previsões do USDA se confirmarem, o Brasil responderá por cerca de 25% desse volume.

